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Ultimamente, um certo número de pessoas amigas ou conhecidas passou à situação de reforma. Umas por contingências profissionais, outras por imposição da idade. Nos almoços com os antigos colegas, no meio da descontraída à vontade da roupa informal, da alegação de que nunca estiveram tão ocupados ou das alegrias da convivência com os netos escapa-lhes, com frequência, a nostalgia da agenda vazia, o desabafo da ausência de estrutura do tempo ou o regresso a tarefas e exigências comezinhas que, na vida ativa, alguém se encarregava.

Balançam entre o sentimento agridoce de uma fronteira imprecisa entre as coisas boas que a saída do mundo trabalho lhes proporcionou e outras, igualmente boas, que perderam.


Um estudo recente conduzido por investigadores da Universidade de Oregon, nos EUA, que abrangeu cerca de três mil reformados, concluiu que prolongar a vida ativa pode representar para pessoas, no pleno uso das suas faculdades físicas e psicológicas, a oportunidade de prolongar a longevidade.

A pesquisa incidiu em pessoas cuja idade de reforma tinha sido adiada apenas um ano (66 anos) mas permitiu concluir que os índices de mortalidades caíam 11%. E que, mesmo nos casos de pessoas com problemas de saúde, o mesmo adiamento da idade da reforma se traduzira numa diminuição de 9% do risco de mortalidade.
Senso comum: antes da reforma, é importante preparar alternativas que proporcionem uma saudável serotonina motivacional. Porque lá reza o ditado: o trabalho dá saúde.

Amândio da Fonseca

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