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19 de julho 2016

A velocidade dos ritmos de mudança das sociedades está a acentuar-se exponencialmente nos últimos anos e a obrigar instituições e organizações a reformular relações, alterar paradigmas e a questionar os princípios e valores que governam a vida humana em todos os setores de atividade.

No cerne desta mudança disruptiva e global, está uma amalgama de energias e forças de natureza tecnológica, demográfica e social, difíceis de controlar e que estão a abalar os alicerces das sociedades. Em todos as latitudes assistimos à emergência de renovados conflitos nos domínios da política e da economia, numa sociedade digital que transforma instantaneamente dissidências locais em conflitos globais.

A demografia desempenha um papel central nesta revolução de ideias e mentalidades, com instituições e organizações a debaterem-se entre culturas e formas diferentes de estar na vida. No tecido empresarial, as clivagens entre as gerações mais jovens que já constituem cerca de metade da população ativa e uma geração que ainda conserva hábitos e estilos diferentes de estar na vida, estão a obrigar o mundo dos negócios a reformular conceitos de trabalho e a redesenhar as organizações.

Numa época em que a revolução digital coloca no olho do furacão da mudança a forma como vivemos, trabalhamos e comunicamos, a esperança de um mundo que ofereça melhores condições de vida, maior produtividade e, acima de tudo, o almejado equilíbrio entre lazer e trabalho, constitui um sonho que põe à prova a dimensão criativa do ser humano.

Amândio da Fonseca

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