Primus Inter Pares 2018

Maio, 2018

À descoberta dos "futuros Horta Osório"

Vencedor do prémio de gestão Primus Inter Pares, do Expresso e do Santander, será anunciado a 21 de junho.

Foram submetidos a testes intensos, no objetivo de mostrar o que valem enquanto futuros líderes de empresas: os 24 finalistas do prémio Primus Inter Pares foram postos à prova num fim de semana no Vimeiro, para se apurarem os cinco finalistas que concorrem a um MBA com propinas e matrículas pagas, numa business school nacional ou internacional. Visando identificar e premiar os novos talentos na gestão, o Primus Inter Pares, promovido pelo banco Santander Totta e o jornal Expresso, vai este ano na sua 15ª edição.

"Este é um processo muito exigente", frisa Amândio da Fonseca, administrador-executivo da Egor, responsável pelas provas de seleção do prémio Primus Inter Pares. "Estamos à procura de pessoas excecionais, não apenas de indivíduos com notas altas, mas futuros líderes de organizações, e com potencial para serem os 'novos Horta Osório' no país".

No Vimeiro, os 24 estudantes passaram por uma série de testes 'fora da caixa', num formato que vai variando nas diferentes edições do prémio. O destaque vai para a prova de orientação
noturna, em que as equipas foram 'largadas' no campo, numa competição em que tinham de lidar com dinheiro virtual e com uma remuneração pelos pontos acumulados.

"São provas de situação, uma espécie de metáforas, para poder ver o seu desempenho em liderança, a forma como se integram em grupo, a capacidade de resolver problemas ou de tirar conclusões", explica Amândio da Fonseca. "O objetivo é que sintam que estão aqui a aprender, e não apenas num processo de seleção. Esta também é uma ação de formação para eles próprios".

Estes 24 estudantes já resultam de um processo de seleção (eram inicialmente cerca de 90 concorrentes ao prémio em 2018), vêm de universidades de vários pontos do país, sobretudo da Nova e da Católica, e na sua maioria têm 22 e 23 anos.

"É uma geração tipicamente de millennials: sabem o que querem, têm experiências de viagens, fizeram Erasmus, são pessoas com uma vida intensa de estudo", constata Amândio da Fonseca, por quem já passaram centenas de concorrentes ao Primus Inter Pares na última década e meia. "É também uma geração mais generosa, muitos já trabalharam em organizações não governamentais e fazem voluntariado."

Os estudantes confirmam que os testes foram marcantes. "As provas foram puxadas, incluíam enigmas, mas permitiram também superar medos", conta Joana Namorado Rosa, que vem do Técnico, consciente de pertencer a uma geração "que tem de enfrentar mudanças tecnológicas e encontrar formas mais fáceis de resolver questões". Beatriz Antunes, da Nova, reitera que "ficámos todos um pouco mais humildes e inspirados com os outros".

O júri, composto por Francisco Pinto Balsemão e António Vieira Monteiro (presidentes da Impresa e do Santander Totta, respetivamente), além de António Vitorino, Estela Barbot e Raquel Seabra, vai escolher os três melhores entre os cinco finalistas apurados. Vencedor do Primus Inter Pares em 2018 será anunciado a 21 de junho.

 

* in Jornal EXPRESSO - ECONOMIA 2018

 

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