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Nas décadas recentes o tema da curiosidade tem despertado crescente interesse entre especialistas de motivações e comportamento organizacional. Numerosos estudos demonstraram existir uma correlação muito elevada entre a curiosidade e o desempenho profissional. As pessoas mais curiosas tendem a demonstrar não apenas melhores competências no trabalho mas também maior capacidade de aprendizagem e potencial de desenvolvimento.

Numa época em que a deteção do talento constitui um fator crucial para a sobrevivência das organizações os tradicionais métodos de recrutamento alteraram-se profundamente. Ter um portfólio de experiências  em varias empresas tornou-se mais importante do que a fidelidade ao empregador. Ter trabalhado em diferentes setores de atividade é mais apreciado do que a especialização numa área de negócio. Ter experiência de trabalho em contextos e  ambientes multiculturais é preferível às experiências de trabalho em organizações monoculturais. Para identificar os melhores candidatos é indispensável   analisar a rotação e variedade das experiências curriculares - start ups, fusões, aquisições, downsizing, etc, as oportunidades que aproveitaram e o tipo de colegas que tiveram. As pessoas muito curiosas tendem a passar incólumes e a aprender em situações onde as menos curiosas fracassam ou estagnam. Indicadores internacionais confirmam que profissionais menos curiosos tendem a permanecer mais tempo na mesma organização e nas mesmas funções enquanto que os mais curiosos e inquietos tendem a mudar de emprego com maior frequência mas têm probabilidades de sucesso superiores aos do grupo de controlo.

Os millennials são a geração onde a importância da curiosidade parece ser a imagem de marca. A experiência da EGOR na seleção de uma elite de muitas centenas de finalistas universitários que, nos últimos quinze anos, participaram no Primus Inter Pares levou-me a concluir que os candidatos mais válidos são aqueles cujos níveis de curiosidade e ambição os fizeram, enquanto estudantes, desdobrar  em múltiplas atividades desportivas, viagens, experiências internacionais, iniciativas de caráter solidários, defesa do ambiente, etc.

Curiosas e sedentas de experiências as novas gerações exigem autonomia e procuram empresas com visão, objetivos e culturas  fortes. Não se acomodam à velocidade institucional das progressões de carreira, quando se sentem tratados como robôs mudam de emprego.

Amândio da Fonseca

PCA/Chairman da EGOR

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