22 de maio de 2019

Numa organização que tem especiais responsabilidades nas atividades de recrutamento, assessment e desenvolvimento de pessoas a gestão do TALENTO, constitui uma área de consultoria onde a EGOR tem pergaminhos, competências e ferramentas para marcar uma posição inovadora. 

Impõe-se, portanto, destacar não apenas as best practises no âmbito da gestão do talento mas contribuir também para divulgar as linhas mestras de um tema que constitui, hoje, uma das principais preocupações dos gestores:   atrair e reter os profissionais mais talentosos. Falar de talento tornou-se um lugar comum no vocabulário de quem está envolvido na avaliação de pessoas nas artes, no desporto, na política e obviamente nas empresas. A ênfase dada ao conceito tende a induzir o entendimento de que a pessoa talentosa é alguém, excecionalmente dotado/a, espécie de ave rara, que transcende a dimensão humana da generalidade das pessoas.

É certo que por razões de natureza inata ou adquirida alguns seres humanos se destacam em relação a outras pessoas. Mas é importante clarificar que, aquilo os latinos chamavam “talentum“ (dom precioso) está, inequivocamente, ao alcance da grande maioria dos humanos podendo  manifestar-se nos mais diversos domínios de atividade na vida pessoal ou profissional. A educação constitui, certamente, condição fundamental para o desenvolvimento humano na medida em que o saber adquirido através da aprendizagem ou da experiência prática constitui uma vantagem decisiva para o desenvolvimento das competências.

Mas o talento manifesta-se sobretudo através da capacidade de aplicar as competências perante exigências concretas de resolução de problemas ou na demonstração de habilidades criativas. Na prática uma pessoa pode ter muitos conhecimentos mas ter dificuldade em  concretizá-los por falta das competências necessárias.

Os valores pessoais têm igualmente um papel importante na avaliação do talento na medida em que determinam as escolhas entre aquilo que achamos ser moralmente correto ou incorreto. É a conjugação dos conhecimentos, competências e valores pessoais que determinam   a motivação /atitude para “fazer acontecer as coisas” que carateriza as pessoas com sucesso.

Para além dos elementos estruturais do talento, pesquisas recentes tendem a concluir que a verdadeira chave do potencial de desenvolvimento de um colaborador talentoso reside na avaliação de fatores intangíveis como a intuição. O engagement, a determinação e a curiosidade, entendidos como fatores preditivos que permitem identificar, para além dos fatores de desempenho no passado, o potencial de desenvolvimento no futuro.

Amândio da Fonseca

Chairman e Fundador do Grupo EGOR

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