25 de junho de 2019

Vivemos numa sociedade em que a mudança acontece diariamente e a adaptação à mesma tem que ser cada vez mais célere.

Assistimos atualmente à autorrecriação do mundo laboral, e a diversidade humana é tal que conseguimos ter na mesma organização várias gerações que coabitam entre si e se desafiam diariamente, adaptando-se rapidamente, não só às exigências do próprio mercado como da evolução do mesmo, num mercado de trabalho é instável e dinâmico.

Na EGOR este dia-a-dia é uma realidade. Temos baby boomers (pessoas com mais de 65 anos), geração Z (jovens que nasceram depois de 1995) e millennials (nascidos entre 1980 e 1995) que criam relações sociais e profissionais e enriquecem a organização, contribuindo com novas formas de olhar para o trabalho e para a vida para além do trabalho.

Os que nasceram no mundo da tecnologia, habituados a estar online contribuem com a rapidez do mundo digital aos que nasceram na era em que ainda não se utilizava o email. Estes por sua vez, fortemente focados nas relações sociais e na comunicação verbal, permitem aos mais novos ver para além do mundo virtual.

Diferentes mentalidades originam múltiplas necessidades, permitindo às organizações mais atentas, uma adaptação constante e dinâmica.

O mundo do trabalho como o conhecíamos há 20 anos atrás era o do emprego para toda a vida, de preferência no setor público onde a evolução acontecia com a antiguidade adquirida ou com o cumprimento das obrigações profissionais. Este paradigma alterou-se com a entrada das novas gerações no mercado de trabalho. São estas gerações que forçam as empresas a repensar todo o modelo de gestão e de retenção de talento.

O saltar de emprego em emprego deixa de estar associado ao estigma de instabilidade e passa a ser balizado como algo normal, pois as novas gerações não procuram o emprego para toda a vida, mas mais do que estabilidade financeira o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Neste alinhamento, podemos dizer, à semelhança do que já acontece em alguns países desenvolvidos, que a solução temporária nestas novas gerações é a mais aliciante, pois permite uma diversidade de realidades em diferentes contextos organizacionais e o enriquecimento pessoal ao nível das competências adquiridas.

Maria João Sebastião 

Diretora Executiva Norte EGOR Trabalho Temporário

*in Revista Human Maio/Junho 19

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