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Março, 2015

Numa edição recente do Expresso, a imagem das mulheres que lideram os poderosos ministérios das Finanças, Justiça, Agricultura e Administração Interna é o testemunho de que algo está a mudar no reino da Dinamarca das desigualdades de género.

No entanto, e apesar da generalização dos casos de ascendência feminina em responsabilidades de natureza científica, intelectual ou política, a situação global de desigualdade económica e social a que mesmo as sociedades mais evoluídas continuam a sujeitar as mulheres constitui uma manifestação iniqua de um poder que está condenado a perecer, em data incerta, com a vitória da razão moral.

O incremento da luta pela igualdade de género e a recusa das manifestações dominantes de poder económico, político ou sexual serão cada vez mais evidentes à medida que o processo de libertação dos tabus femininos, as consequências económicas e sociais do acesso ao poder e o gradual empalidecer dos abrangentes estereótipos da superioridade masculinos, abrirem às mulheres os seus naturais espaços de afirmação.

A história demonstra que os grandes saltos civilizacionais só se tornam possíveis quando novas gerações, novos valores e estilos de vida substituem as gerações anteriores. Em Portugal a legislação que obriga a que um terço das posições executivas nas empresas do Estado seja ocupada por mulheres não teria conseguido passar nos corredores legislativos das anteriores gerações governativas.

Amândio da Fonseca

CEO do grupo EGOR

*Fonte: Expresso Emprego (21/03/2015)

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