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Outubro, 2015

A falta de especialistas em tecnologias de informação, ciências de computação e programadores é, desde há muito, um problema sem fronteiras.

Para atenuar o problema as multinacionais das TI fazem raides sistemáticos de captação de talentos em países, onde os empregadores não conseguem competir com carreiras e salários internacionais. Apesar de salários líquidos superiores a 2500 € já serem frequentes para muitos jovens profissionais do setor em Portugal as faculdades de engenharias, informática e ciências formaram em 2014 pouco mais de 5000 licenciados. O problema é que precisaríamos, em 2015, de cerca de 10.000 profissionais.

Existem em Portugal muitas outras dezenas de cursos médios e superiores com emprego garantido. Áreas como a mecatrónica que faz a ligação entre a mecânica e a informática ou a engenharia biomédica que faz a ligação entre esta e a medicina são exemplos de empregabilidade a 100% numa sociedade em que, crescentemente, a operacionalidade dos equipamentos depende da informática. Apesar disto as nossas escolas superiores, cujos cursos fogem às matemáticas são aquelas que formam mais licenciados e mais contribuem para engordar as estatísticas do desemprego.

Os profissionais de enfermagem são um dos exemplos contemporâneos desta realidade. Mais de quatro dezenas de escolas superiores formam, todos os anos, cerca de 3000 jovens licenciados. Infelizmente Portugal só tem capacidade para empregar cerca de 1500. Os restantes emigram ou inscrevem-se no IEFP.

Amândio da Fonseca

CEO do grupo EGOR

*Fonte: Expresso Emprego (10/2015)

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