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Um novo tipo de desafio

Por: Paulo Magro da Luz, Administrador da Egor

Egor: Mai 17, 2024

Por: Paulo Magro da Luz – Administrador do Grupo Egor

As empresas de serviços, independentemente de todos os desafios que enfrentam, da sua reputação e das suas ofertas, confrontam-se sempre com um problema central: na extra mile, o que é crítico é convencermos o cliente a trabalhar connosco e não com a concorrência. É isso que nos vai gerar trabalho, receitas e, logo, resultados.

Mas “o cliente” é hoje uma entidade diferente. Claro que a relação pessoal continua a ser crítica e fundamental (alguma vez deixará de o ser?), mas o mercado transformou-se radicalmente. As empresas são hoje confrontadas com um mundo de respostas complexas a uma multitude de desafios paralelos, por vezes convergentes, outras nem tanto.

Podemos citar o aumento no foco na experiência do cliente, as plataformas online, que transformaram a forma como os serviços (e os freelancers) são comercializados, ou a transformação digital nas suas várias vertentes. Os temas ESG estão a tornar-se uma parte crescente das estratégias e operações, criando novos desafios de compliance no que diz respeito à privacidade de dados, segurança e proteção do consumidor.

Como seria de esperar, toda esta transformação criou uma revolução na dimensão “pessoas”. Esta revolução é real e necessária, vindo trazer uma relevância renovada à importância da gestão de RH (recursos humanos), ao seu papel nos Conselhos de Administração (CA) e nas empresas. Hoje, mais do que nunca, é crítico que os chief HR officers (CHRO) sejam capazes de, em primeiro lugar, conhecer e discutir ativamente, em CA, as dimensões de mudança referidas, em geral, e as suas implicações na função de RH. Depois, é crítico que sejam capazes de ser business partners ativos de cada unidade de negócio na implementação dessas mudanças. Para isso, torna-se fundamental que entendam as novas tecnolo­gias, os seus impactos e os perfis a envolver em cada caso. Em terceiro lugar, é essencial que um CHRO seja capaz de transformar ativamente a sua área, para que dê respostas eficazes nas várias dimensões críticas: providenciar experiências de valor para esses recursos, criar programas de captação/retenção/remuneração ajustados à atual dinâmica de mercado, realizar forecasts adequados de recursos/perfis, antecipar riscos relacionados no mercado dos perfis relevantes, etc.

Voltando ao início: na extra mile o que é realmente relevante para a empresa é convencer o cliente a trabalhar consigo e não com a concorrência. Mas, para isso acontecer, é essencial que as empresas, neste momento, transformem a sua função RH e, no nosso caso, sermos capazes de ajudar os nossos clientes a fazê-lo todos os dias.

Por Paulo Magro da Luz – Administrador do Grupo Egor

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